06Jan
Coluna Dominical

Modelo Quântico de Homem

– 6 de janeiro de 2019

Luis Felipe Nascimento (*)

Eu assisti uns vídeos do Fernando Bignardi, um médico homeopata que é professor na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde ele conta que no início da sua carreira o meio acadêmico não via muita diferença entre o homeopata e o pai de santo. Embora a prática da homeopatia exista há milhares de anos, só recentemente ela foi reconhecida como especialidade médica. Gostei tanto da abordagem que ele faz que resolvi compartilhar com você.

O Fernando Bignardi explica de forma didática de onde vêm as doenças e de como podemos produzir saúde. Segundo ele, na medicina tradicional, se o paciente disser que não está bem, logo ouvirá do médico a pergunta: “onde dói?”. Se a pessoa não souber dizer onde dói, o médico não conseguirá fazer o diagnóstico. Se disser que dói a barriga, o médico irá elaborar algumas hipóteses e feito o diagnóstico, será dado um tratamento com medicamentos alopáticos. Segundo o Bignardi, isto funciona razoavelmente bem quando o paciente é jovem, pois o problema pode ter uma única causa. Mas, quando o paciente vai ganhando anos, vai tendo diferentes causas para determinados sintomas. Lembrei do caso da minha mãe que, quando vai ao cardiologista recebe uma lista de remédios, depois vai no nefrologista e recebe outra lista e assim vão se acumulando remédios. Algumas vezes toma mais de um remédio para a mesma dor, depois um médico recomenda ela parar de tomar o remédio que o outro receitou. Hoje, é comum idosos tomarem dezenas de comprimidos por dia.

Nós estamos tão acostumados em ver pessoas com doenças crônicas, que isto se tornou “natural” ter na família alguém hipertenso, com diabetes, com depressão, etc. Algumas vezes atribuímos a doença a um fator hereditário, em outras consideramos “azar”, pois afinal, ninguém quer ficar doente. Porém, já se sabe que o fator hereditário tem influência muito pequena e que o maior fator gerador de dores e de doenças é o estilo de vida. Ou seja, durante o dia nós geramos as dores que teremos a noite, ou que teremos nos anos seguintes.

O Fernando Bignardi adaptou e utiliza o  “Modelo Quântico de Homem” desenvolvido por Amit Goswami, Professor Emérito da Universidade de Oregon e autor de alguns best sellers como A Física da Alma, Criatividade para o Século XXI e O Ativista Quântico. Para Goswami, o mundo quântico une o material e o espiritual e a consciência é a base do ser e não a matéria. O Modelo Quântico inclui cinco dimensões em forma de círculos crescentes: 1. Dimensão Física – que pode ser reconhecido pelas sensações, como por exemplo a dor. Nesta dimensão que a medicina tradicional concentra os seus esforços. 2. Dimensão Metabólica – que compõe o terreno biológico – o espaço em que a dor ocorre. 3. Dimensão Vital – reconhecida pelos nossos sentimentos. Dimensão que a homeopatia foca os seus esforços. 4. Dimensão Mental – que trata das nossas emoções e pensamentos. 5. Dimensão Supra mental –  que é a nossa intuição. Aqui recomenda-se a utilização das práticas meditativas. 

Os cuidados com a nossa saúde pode ocorrer de várias formas, seja pela “assistência” – tratando a doença quando ela aparece, seja pela “prevenção” – atuando para evitar a doença, ou pela “promoção da saúde”- que é a interligação das cinco dimensões do Modelo Quântico.  O Bignardi exemplifica dizendo que a medicina tradicional trata a hipertensão arterial hidraulicamente, ou seja, como existe uma pressão nos vasos a solução é diminuir o volume por meio de diuréticos, e se não resolver, tenta-se aumentar o diâmetro dos vasos por meio de vasodilatores. O objetivo é reduzir o efeito mecânico e quando a pressão cair, o problema estará resolvido naquele momento. Na visão quântica, todas as pessoas possuem um propósito, uma razão de existir e quando ela não está alinhada com esta razão, ela adoece. Quando a pessoa está pré-ocupada com o futuro, ou quando ela está voltada para o passado, ela não vive o presente. Quando a pessoa não está no presente, ela muda o seu ritmo, ela começa a ter problemas de insônia, estresse e outras alterações que irão gerar o aumento da tensão arterial. A ansiedade pode ser tratada com medicamentos, na dimensão física, ou pode ser curada trabalhando na dimensão supra mental. Para fazer sumir uma doença que está no nível físico, se pode adotar práticas de meditação ou outras técnicas que estão em níveis superiores.

Em resumo, assim como a homeopatia demorou séculos para ser reconhecida como especialidade médica, talvez o modelo quântico também necessite de mais algum tempo para ser reconhecido. Eu concordo com o Fernando Bignardi quando ele diz que o nosso corpo é o reflexo da nossa alma e de como nós encaramos a vida. Se você não acredita nisto, que tal fazer uma experiência combinando meditação, alimentação de qualidade e buscar uma conexão com o seu propósito de vida? Depois me conte se houve alterações na sua saúde.   

P.S.: Agradeço ao meu amigo Cláudio Senna, que inspirou e subsidiou a produção desta Coluna.

(*) Luis Felipe Nascimento é “aluno titular” na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara

Contato: nascimentolf@gmail.com

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