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Coluna Dominical

Qualidade de Vida Fora do Trabalho

– 31 de março de 2019

Luis Felipe Nascimento (*)

Hoje se fala muito em “Qualidade de Vida”, mas o que isto significa para você? O que está ao seu alcance e o que depende de fatores externos? Quais são as condições necessárias para você ter a qualidade de vida desejada? Quando li o texto da Jaqueline Lessa sobre Qualidade de Vida no Trabalho, me veio o questionamento sobre a qualidade de vida “fora do trabalho”. Pesquisei a respeito e compartilho com você algumas reflexões.

A “gestão da qualidade” surgiu para corrigir os erros que eram cometidos nos processos produtivos e foi definida como o “grau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz a requisitos” (ISO 9000). Portanto, ter qualidade é ter controles, se o fabricante informar que 10% dos seus produtos poderá apresentar falhas e 9% deles realmente falharem, pode-se dizer que este produto possui qualidade. Fazendo uma analogia, poderíamos dizer que a “qualidade de vida” depende dos nossos controles e do que é importante para nós. Geralmente associamos a qualidade de vida a qualidade da nossa saúde, ao bem estar físico, mental e espiritual, ao poder de compra, as relações sociais que desfrutamos, etc.

Sabemos que o trabalho é uma fonte de estresse e que repercute na nossa vida privada. Existem ainda outros fatores externos que também nos afetam, mas tem várias coisas que dependem de nós para elevarmos a nossa qualidade de vida. Que coisas seriam estas? Eu diria que num extremo existem correntes de pensamento como a “Feng Shui” que associa qualidade de vida com as energias que circulam numa casa. Acredite ou não, trata-se de um conhecimento chinês empregado há mais de 4000 anos. No outro extremo, temos a corrente de pensamento capitalista que relaciona qualidade de vida ao “ter mais” dinheiro, uma casa maior e mais confortável, um carro melhor, mais eletrônicos, mais viagens, etc.

Imagine que você tenha conseguido tudo o que desejava na vida e que ainda não tenha a qualidade de vida desejada, o que você faria? Nesta situação, muitas pessoas mudam os seus hábitos alimentares e fazem exercícios físicos regulares. Elas estão “gerenciando” melhor as suas vidas, independente dos fatores externos. Algumas estão indo além destas ações e investindo em mudanças mais desafiadoras, mas que estão ao alcance de todos, tais como o investimento no seu autoconhecimento, na forma de ver o mundo e de se relacionar com as pessoas.

Numa aula do Prof. DeRose (https://www.youtube.com/watch?v=Tobk68JnTZ0) ele cita: Vive melhor quem consegue descomplicar a sua existência e fazer o que lhe dá prazer. Estas pessoas estão percebendo que a sua qualidade de vida está relacionada com agregar carinho e respeito nas relações, em compartilhar o seu tempo com quem elas gostam, em extrair satisfação de todas as coisas, em manter um padrão de gastos dois degraus abaixo do que ganhar, em não se deixar abalar pelos percalços da vida e, principalmente, amar com franqueza e perdoar com sinceridade.

A pergunta que não quer calar: Se temos a possibilidade de gerenciar boa parte da nossa qualidade de vida, por que não fazemos isto? Falta de conhecimento, de capacidade de sair da rotina ou por que não acreditamos que isto é possível? Bora pessoal! Vamos fazer o que está ao nosso alcance e viver melhor!

(*) Luis Felipe Nascimento é “aluno titular” na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara

Contato: nascimentolf@gmail.com

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