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28Apr
Coluna Dominical

Aonde queremos chegar?

– 29 de abril de 2018

Luis Felipe Nascimento (*)

“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir” (Sêneca, 04 a.C.-65)

A maioria das espécies só faz esforço físico para obtenção de alimentos e para reprodução. Quando para obtenção de alimentos, eles se movimentam tanto para caçar suas presas como para escapar do seu predador, pois no restante do tempo, eles poupam sua energia dormindo ou descansando. Em algumas espécies existem disputas de poder para ser o líder do bando e aí poderá ocorrer desperdício de energia gerado pelo enfrentamento, mas na maior parte das vezes, o conflito se resolve com um rosnado ou alguma manifestação do tipo: não te mete comigo!
E por que a espécie humana não segue o mesmo padrão? O ser humano é a única espécie que é capaz de deixar de comer algo que está com vontade de comer para não engordar ou de fazer algo que não está com vontade. Vamos admitir que somos diferentes porque desenvolvemos nosso cérebro e a capacidade de raciocínio. Mas, mesmo entre os humanos, temos muitas diferenças. Qual seria a resposta se perguntássemos para os mais de 7 bilhões de humanos, sobre o que move as suas vidas? A Pirâmide de Maslow e outras teorias nos mostram que as pessoas se movem para satisfazer suas necessidades e apresentam uma hierarquia que começa com a satisfação das necessidades fisiológicas (respirar, beber água, se alimentar, dormir, se abrigar, fazer sexo) e depois buscamos satisfazer necessidades como segurança física, renda, família, saúde, pertencimento, entre outros. Num outro estágio de satisfação estariam a necessidade de competência, reputação, dignidade, fama, glória, liberdade e autoconfiança. Por fim, os requisitos da auto realização, como o desenvolvimento espiritual e moral, a assistência desinteressada aos outros, etc.
Será que ensinamos nossos filhos e realmente buscamos o estágio mais alto de satisfação, que é o desenvolvimento espiritual e moral, a assistência desinteressada aos outros? Penso que não! Culturalmente somos desafiados para chegarmos até o estágio de obter competência, reputação, dignidade, fama, glória, liberdade e autoconfiança. Me pergunto se que todos nós temos as mesmas necessidades básicas? Ou ainda: será que precisamos passar por todos as etapas para chegarmos até a auto realização?
Pessoas realizadas não tem sentimentos mesquinhos e nem se envolvem com brigas ou disputas de egos. Elas guardam suas preciosas energias para enfrentar os desafios que lhes fazem sentido. São capazes de experimentar sentimentos como compaixão, gratidão e atingem um nível de consciência que lhes permite estar bem em qualquer lugar. Quando assumem a liderança de algum bando, é porque a sua capacidade é reconhecida pelos seus liderados. E será que, nos dias de hoje, existem tais pessoas? Sim! Procure entre os mais humildes, que vais encontrá-las.
E nós? O que vamos fazer com as nossas vidas? Vamos fugir da ameaça dos nossos predadores para caçarmos nossas presas? O que seremos amanhã depende do que consideramos importante, do que nos move hoje? Se o importante for acumular mais, o caminho pode ser a necessidade de uma correria e de trabalhar mais, mas se for para buscar o desenvolvimento espiritual e moral, talvez seja necessário ter dias mais tranquilos para contemplar e trabalhar menos. Existem muitos caminhos, só precisamos escolher o caminho certo, que nos levará aonde queremos chegar.
(*) Luis Felipe Nascimento é Professor na Escola de Administração da UFRGS.
Contato: nascimentolf@gmail.com

22Apr
Coluna Dominical

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Coluna Dominical

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