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31Dec
Coluna Dominical

Vamos nos auto adotarmos em 2017

– 1º de  janeiro de 2017

Luis Felipe Nascimento (*)

O final de ano é um período em que todos nós ficamos mais sensíveis. Enviamos e recebemos mensagens positivas e desejamos Feliz Ano Novo para quem queremos bem. Revisamos o que fizemos no ano anterior e o traçamos planos para o ano seguinte. Dentro deste espírito, revisei as Colunas publicadas sobre este tema nos anos anteriores. Visto que a Coluna começou em outubro de 2013, este é o quarto final de ano da Coluna Dominical.  

– Em 2013, escrevi sobre como o tempo é fatiado nos diversos calendários que existem. O calendário Gregoriano, que utilizamos hoje, me parece o mais confuso, por mim nós utilizaríamos o calendário lunar, que divide o ano em 13 meses de 28 dias e ainda sobre um dia – que era chamado do dia fora do tempo, usado para o ócio. Já imaginaram, um dia que não existe? (Leia em http://www.luisfelipenascimento.net/ano-novo-lentilha-e-roupa-branca/ )

– Em 2014, escrevi sobre os meus desejos que foram atendidos e fiz a lista dos votos para 2015, mas acho que não fui muito preciso nos pedidos. Quando pedi para o Brasil ser campeão mundial usando sua habilidade com os pés, estava me referindo a ser campeão de futebol, na Copa 2014. Deus não entendeu bem e nos deu o título de campeão mundial no Surf, com o Gabriel Medina. Mas tudo bem, nem reclamei! (Leia em http://www.luisfelipenascimento.net/desejos-para-2015/)

– Em 2015, mostrei o ciclo das crises e as muitas coisas boas que aconteceram durante o ano e que não foram destacadas, pois a mídia (e o povo) gosta mais das notícias ruins do que das boas. (Leia em http://www.luisfelipenascimento.net/tudo-isto-aconteceu-em-2015/ )

– E agora, neste final de ano de 2016, que segundo alguns analistas foi um dos piores anos dos últimos tempos, busquei os aprendizados que o 2016 nos deixa para a vida. Sem dúvidas que a nossa participação como cidadão, seja pelo voto ou nas mobilizações nas ruas, foi importante e será fundamental para mudar o panorama de 2017. Mas, para suportar as pressões e a carga de frustrações, é preciso fortalecer o nosso interior e as nossas relações com os demais. Selecionei quatro mensagens que nos ajudam neste sentido:

  1. O PDCA da vida: (P) Planeje – defina aquelas pessoas que lhe fazem bem. Avalie o que elas lhe fizeram ao longo deste ano. Por que elas são especiais para você? Defina o que irá fazer para retribuir o que recebeu. (D) Execute (Do, em inglês) – Não perca tempo, faça isto já! (C ) Verifique (Check, em inglês) – Perceba os sorrisos e as retribuições que você receberá ao mostrar que se importa com as pessoas. (A) Agir – repita isto todos os dias, e não apenas no final do ano. – Se somos solidários nas tragédias. Se somos sensíveis nas festas do final de ano. Por que não podemos ser assim ao longo de todo o ano?

  2. O que diz um amigo, instrutor de Karate, para os seus alunos: “Quando você pisar no tatame, esteja preparado para vencer e para perder. Faça o seu melhor. Quem está na sua frente não é seu inimigo, é seu adversário e ele também se preparou para esta luta, então respeite-o. Não reclame do juiz, ele pode errar, assim como você. Se vencer a luta, cumprimente o seu adversário, pois ele valorizou a sua vitória. Depois disto, volte a treinar, pois a próxima luta pode ser ainda mais difícil. Agora, se perder a luta, cumprimente o seu adversário, porque ele foi melhor do que você. Saia do tatame e assim que puder, volte a treinar, para que você melhore e possa vencer a próxima luta. O propósito do Karateca é o aprimoramento pessoal. Não aprimoramos para lutar, mas lutamos para aprimorar”. – Trazendo esta filosofia para fora do tatame, poderíamos dizer que não importa se o ano que se encerra foi bom ou ruim para cada um de nós, mas o importante é identificar o quanto aprendemos com tudo o que aconteceu, com as tragédias, com as nossas vitórias e derrotas. Como foi o nosso aprimoramento pessoal ao longo deste ano?

  3. A organização dos lobos é belo exemplo para os humanos. Quando os lobos fazem uma travessia, os mais velhos e os doentes vão bem na frente, são os que marcam o ritmo do grupo. Logo atrás deles vem os mais fortes, que estão alí para os defenderem em casos de um ataque inimigo. Logo atrás dos mais fortes, vem o restante do grupo. Atrás deles, outro grupo de fortes para proteger a retaguarda. Por último, vem o líder da alcateia, que mantém o espírito do grupo e não deixa ninguém ficar para trás. Os lobos sabem que o importante não é chegar em primeiro lugar, mas chegarem todos juntos ao destino. – Nas nossas organizações sociais, valorizamos quem chega em primeiro lugar, e o líder é o que está na frente. Temos muito a aprender com os lobos!

  4. Segundo Ricardo Magalhães – ser positivo em uma situação negativa, não é ingenuidade, é liderança. – Portanto, se você consegue ver coisas boas nesta realidade, não se considere ingênuo, difunda o seu ponto de vista.

Por fim, cabe destacar que fortalecer o nosso interior e as nossas relações de amizade não são atos  de egoísmo ou de alienação ao mundo exterior. Ao contrário, é cuidando bem de nós que poderemos cuidar melhor dos outros. Augusto Cury diz que hoje somos uma sociedade de auto abandonados. Como a virada de ano é um período de esperança, eu espero que em 2017 possamos nos “auto adotarmos”.  Querido leitor, cuide bem de você em 2017.

(*) Luis Felipe Nascimento é Professor na Escola de Administração da UFRGS

Contato: nascimentolf@gmail.com

 

 

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