10Dec
Coluna Dominical

Ufa! Ainda bem que isto só ocorre na Suíça!

– 10 de dezembro de 2017

Luis Felipe Nascimento (*)

Os suíços se orgulham muito das suas empresas, pois elas contribuíram para o progresso do país e para a elevada qualidade de vida alcançada, bem como de seus produtos. Uma das maiores empresas suíças da área de laticínios possui centenas de unidades de industrialização espalhadas pelo mundo. Eis que, uma suspeita de fraude abalou a credibilidade da empresa: a denúncia de um país distante chegou até a Interpol, de que a da empresa suíça localizada no país vizinho estava comprando leite adulterado, ficando o leite fora do padrão exigido.

A Interpol acatou a tal denúncia e solicitou explicações ao Presidente da empresa na Suíça. Esse se mostrou preocupado e prometeu tomar providências e juntamente com sua assessoria, entraram em contato com a gerência da unidade no tal país vizinho ao país distante e pediram uma investigação rigorosa. Nestes casos, o procedimento padrão da Interpol é o de respeitar as leis de cada país, pois o protocolo manda que seja feita uma apuração dos fatos, dado o direito de defesa dos acusados e posterior julgamento pelos órgãos competentes do país em que o fato ocorreu. Acontece que o atual Delegado Chefe da Interpol na Suíça está querendo mostrar serviços e tem extrapolado as suas responsabilidades.

A Interpol passou a monitorar a comunicação do Presidente da empresa suíça com gerente da planta no país vizinho ao país distante e suspeitou que a empresa estava tentando acobertar o fato. Os diálogos pareciam cifrados, houve uma demora em dar respostas, existia o risco do leite fora do padrão causar danos à saúde dos consumidores, entre outros fatos que, no entendimento desse Delegado justificaram a ação de levar o Presidente desta multinacional em condução coercitiva para uma delegacia na Suíça e, depois de 8 horas de interrogatório, vestido com roupa de presidiário, foi colocado numa cela junto com criminosos comuns. No dia seguinte os advogados da empresa conseguiram um habeas corpus para tirar o Presidente da cadeia. Descontente com isto, a Interpol solicitou à Justiça Suíça que proibisse o Presidente de entrar na empresa, pois ele poderia destruir provas.

Se isto não tivesse ocorrido na Suíça, diríamos que é coisa de país que não respeita os direitos do cidadão e a premissa de que todos são inocentes até prova em contrário. Se não tivesse ocorrido na Suíça, diríamos que a ação da Interpol foi desproporcional ao fato, pois para investigar esta suspeita de fraude, não seriam necessários 180 policiais fortemente armados, acompanhados de 15 auditores suíços, que invadiram empresa, sequestraram computadores e documentos e levaram o Presidente em condução coercitiva para uma delegacia. Se não fosse na Suíça, diríamos que, ao batizar a operação de “Não adianta chorar pelo leite adulterado” a Interpol passou, para a sociedade e para a mídia global, a mensagem de que a suspeita era verdadeira e que a empresa estava se negando a colaborar com a justiça.

No passado, este fato teria escandalizado o povo suíço, pois a Suíça era um país que não permitia este tipo de ação, mas atualmente, o povo suíço anda muito decepcionado com as suas instituições e cansado de receber tantas notícias ruins, o que fez com que notícias como a da invasão das universidades públicas para prender seus dirigentes, o projeto de acabar com a gratuidade do ensino superior, assim como esta notícia, sejam apenas mais uma a ocupar as manchetes. Pouca gente se sentiu atingida por esta ação da Interpol e pelas ações do atual governo suíço. Quando a gente vê acontecimentos lamentáveis como este, dá vontade de dizer: “Ufa! Ainda bem que isto só ocorre na Suíça!”  

(**) Esta história é uma ficção e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

(*) Luis Felipe Nascimento é Professor na Escola de Administração da UFRGS

Contato: nascimentolf@gmail.com

 

OBS: Se tiver interesse em aprofundar sua leitura, leia abaixo, na íntegra, a coluna de Lira Neto publicado na Folha de São Paulo de 10 de dezembro de 2017 – http://www1.folha.uol.com.br/colunas/lira-neto/2017/12/1941799-relatorio-sobre-universidades-do-pais-parece-dizer-que-ha-elefantes-no-ceu.shtml

Lira Neto demonstra, com argumentos sólidos, as manipulações do relatório do Banco Mundial recentemente divulgado sobre nossas universidades públicas:

Relatório sobre universidades do país parece dizer que há elefantes no céu

“Se você diz que há elefantes voando no céu, as pessoas não vão acreditar”, observava Gabriel García Márquez. “Mas se você disser que há 425 elefantes alados, as pessoas provavelmente acreditarão.”

Expoente do chamado realismo mágico, o escritor aludia ao recurso literário de construir narrativas com alto nível de detalhamento, a ponto de fazer os leitores “acreditarem” nelas. Instaurar um pacto no qual a irrealidade, apesar de manifesta, é aceita em nome da fruição e, quase sempre, da alegoria.

Para além do campo literário, amparar supostas verdades com base em números e estatísticas, manobrando dados e fontes de informação, é truque de ilusionismo político. Em vez de artifício estético, trata-se de manipulação da fé alheia.

O relatório apresentado há poucos dias pelo Banco Mundial ao governo brasileiro, no capítulo destinado a traçar o diagnóstico de nossas universidades, tenta fazer a opinião pública acreditar que há paquidermes planando no céu. É o caso de lembrarmos que elefantes, obviamente, não voam.

“Um estudante em universidade pública custa de duas a três vezes mais que um estudante em universidade privada”, sustenta o relatório, sacando números da cartola: o custo médio anual por estudante em universidades privadas seria de até R$ 14,8 mil; em federais, 40,9 mil.

A comparação é escalafobética. Nas universidades públicas, ao contrário do que ocorre na maioria das instituições privadas, a vida acadêmica não se resume à sala de aula. Abrange o indissolúvel trinômio ensino, pesquisa e extensão, por meio de ações sistemáticas junto à comunidade. Daí a necessidade de investimentos sólidos em hospitais, clínicas, museus, teatros e laboratórios, entre outros equipamentos.

Além disso, professores de instituições públicas possuem maior qualificação e, assim, salário minimamente compatível com a relevância social do ofício. Como observa o físico Peter Schulz, em artigo no “Jornal da Unicamp”, 39% dos docentes da rede pública têm formação de doutorado, contra 22,5% da privada. Como dado extra, 85% dos professores das universidades públicas trabalham em regime de tempo integral. Nas privadas, 22,5%.

O salário dos docentes, aliás, está na mira. “Os professores universitários brasileiros ganham muito acima dos padrões internacionais”, alardeia o relatório, com astúcias de prestidigitador. Dito assim, nossos mestres e doutores parecem nababos de diploma.

Contudo, um gráfico contido no próprio documento desmente a pegadinha: mesmo o salário dos professores que atingem o topo da carreira, no Brasil, situa-se em nível bem inferior ao dos colegas estadunidenses, italianos, australianos e franceses, por exemplo.

O maior ardil do relatório procura alimentar uma lenda urbana que cerca a academia: “Embora os estudantes de universidades federais não paguem por sua educação, mais de 65% deles pertencem aos 40% mais ricos da população”.

A informação não procede. Pesquisas do Fonaprace (Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis) e da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) apontam o contrário. Apenas 10,6% dos alunos das universidades públicas vêm de famílias com renda superior a dez salários mínimos. Com a democratização introduzida pelo sistema de cotas, o índice de estudantes oriundos de famílias com renda abaixo de três salários, atualmente em 51,4%, só tende a crescer.

Amparado no relatório, o Banco Mundial propôs ao governo dois caminhos: “limitar os gastos por aluno” e “introduzir tarifas escolares”. Em bom português, sucatear a universidade e cobrar mensalidades.

Os que não puderem pagar pelos estudos, tratem de recorrer a empréstimos. Nos Estados Unidos, onde o modelo impera, milhões de jovens recém-formados acumulam dívidas impossíveis de serem pagas.

É sintomático: ao longo das 17 páginas do documento relativas ao tema, em nenhum momento os repasses para o setor educacional são definidos como “investimento”. Em contrapartida, a palavra “gasto” aparece nada menos de 77 vezes.

Impossível dissociar a leitura do relatório e a escalada autoritária que busca criminalizar a arte e a cultura, bem como espezinhar qualquer manifestação do pensamento complexo e do espírito crítico. Virtudes que encontram na universidade pública um de seus últimos territórios de excelência.

08Dec
Coluna Dominical

Congresso de “Felicidade”???

– 3 de dezembro de 2017

Luis Felipe Nascimento (*) 

Nos dias 25 e 26 de novembro participei do II Congresso Internacional de Felicidade, em Curitiba, PR. Ao contrário do que muitos imaginam, este congresso não era para quem está infeliz e ou querendo a receita para estar feliz. O Congresso tratou de temas como saúde, educação, empreendedorismo, exercícios físicos, amor, compaixão e também de conexões cósmicas. Teve palestra para todos os gostos, portanto, não trago aqui a receita da felicidade, mas compartilho alguns flashes das mensagens deixadas pelos palestrantes. Por exemplo, o Sri Prem Baba disse que para a pessoa ser feliz é necessário o autoconhecimento, pois a felicidade está dentro de nós (e talvez você até pense: “Ir até Curitiba para ouvir isto?”). Disse ainda que a pessoa se torna o que ela pensa, que as emoções ruins drenam as nossas energias, enquanto que as boas recarregam nossas baterias (ditas assim, soltas, parecem mensagens batidas, mas no contexto da palestra, fizeram muito sentido). Ouvir suas palavras, com a mente aberta, é como um bom cozinheiro ouvir um Chef falar de uma receita que ele já conhece, mas que, mesmo assim, ele vai aprender para poder melhorar seu modo de fazer a mesma receita.

Na palestra sobre educação, José Pacheco disse que ser professor é ter esperança no futuro, mesmo que os alunos se decepcionem com o presente e citou Gandhi: “Felicidade é quando a pessoa faz o diz e diz o que pensa”. O empreendedor Ricardo Dória mostrou que não precisa ter alto Quociente de Inteligência (QI), que pessoas consideradas comuns podem fazer coisas fantásticas e que as pessoas que praticam o bem, deixam um grande legado. Quando uma pessoa ajuda a outra, ela está depositando na sua conta do legado, não importando se o outro lhe será grato ou não. E mesmo não sabendo quando precisará sacar desta conta, nem mesmo se precisará, coisas boas irão lhe acontecer.

Uma das palestras que mais gostei foi a do Jorge Trevisol, que falou da espiritualidade e vida cotidiana. Ele disse que, se o seu cachorro reconhece o ronco do motor do seu carro, se faz festa quando lhe vê, se sabe quando você está triste e lhe consola, então, ele não é um cachorro, é um anjo! Referindo-se à família, lembrou que nós podemos ser o pai que gostaríamos de ter, que as crianças são presentes de Deus e que nós melhoramos a cada dia. Despediu-se pedindo desculpas pela palestra, pois se ela ocorresse no próximo ano, certamente seria bem melhor.

A Monja Coen é uma simpatia e irradia paz. Ela lembrou que um Congresso que reúne mais de duas mil pessoas pensando em ser feliz e desejando felicidade para toda a humanidade deveria ser manchete em todos os jornais, no entanto, despertou pouco interesse da mídia. Salientou que a felicidade é quando a pessoa pode usar a vida para o seu bem e consegue ver o que tem de bom no mundo. Quem conhece a si mesmo, não se deixa ofender por ninguém e nem ofende e, por fim, lembrou que as marcas nos nossos rostos não são sinais de velhice, mas registros do que vivemos.

A nutricionista Camila Mercali disse que os alimentos que ingerimos interferem diretamente em como nos sentimos. A deficiência de zinco torna as pessoas depressivas. Quem diz que não consegue parar/reduzir o consumo de determinado alimento ou bebida, tem sua vida comandada por este alimento ou bebida. É muito bom quando conseguimos equilibrar corpo, espírito e mente, pois quando mudamos por dentro, mudamos por fora!

Marcio Atalla, que falou sobre estilo de vida, disse que a nossa saúde depende dos seguintes fatores: 50% do nosso estilo de vida (o que fazemos na maior parte dos nossos dias); 20% do meio ambiente; 20% é a influência genética e apenas 10% depende da assistência médica que recebemos. No final da década de 90, cerca de 40% das pessoas caminhavam 10 mil passos por dia e hoje, 56% da população brasileira está acima do peso e caminha, no máximo, 2,2 mil passos. O que faz a diferença é o que fazemos todos os dias.

Augusto Cury disse que quase todos nós somos cineastas, pois conseguimos transformar cenas comuns em filmes de terror, já que  quando o homem não tem problemas, ele os cria. Se não fizermos uma faxina em nossos pensamentos, nos tornaremos carrascos de nós mesmos e que precisamos ter um caso de amor conosco.

Além das reflexões provocadas pelas palestras, me impressionou o fato das pessoas saírem para almoçar e deixarem bolsas, casacos e malas nas cadeiras, sem ninguém para cuidar e, nesse clima, até eu me arrisquei a deixar o celular carregando numa tomada longe dos meus olhos, por duas horas. A atmosfera era tão boa que não se podia imaginar que alguém iria furtar alguma coisa. O povo que estava lá, não eram suecos ou japoneses, era gente de todo o Brasil, de um Brasil que é honesto e que acredita na bondade humana. Talvez por isto é que estejam felizes e queiram espalhar felicidade pelo mundo afora. E aí? Que tal nos juntarmos a este povo?

(*) Luis Felipe Nascimento é Professor da Escola de Administração da UFRGS.

Contato: nascimentolf@gmail.com  

 

28Nov
Coluna Dominical

Você no futuro

– 26 de novembro de 2017

Luis Felipe Nascimento (*)

Na semana passada fiz o curso Friends of Tomorrow (amigos do futuro) na Escola Perestroika, em Porto Alegre, que trata de novos modelos de negócios, de tecnologias emergentes e de muita coisa legal que já está acontecendo. Adorei o curso e recomendo. Ao final do curso assumimos compromissos e o meu foi de compartilhar os conhecimentos adquiridos. Aqui, darei apenas algumas pinceladas para dar uma ideia do curso. Antes de tudo, quero lhes convidar para ler sobre as tecnologias listadas abaixo e responder, para você mesmo: Será que eu vou usar/ser impactado por esta tecnologia?

Ao longo de mais de 10 mil anos a humanidade passou por três revoluções tecnológicas: agricultura, indústria e a internet. Nos próximos 30 anos vamos viver mais três grandes revoluções tecnológicas, conhecidas como revoluções GNR: Genética (editar o DNA), Nanotecnologia (microrobôs entrando no nosso corpo) e a Robótica (robôs vão fazer muito do trabalho que fazemos hoje e serão nossos melhores amigos). Tudo o que vou mostrar aqui, não é futuro, já existe em laboratório ou sendo comercializado, mas que poucos de nós já teve acesso.

  1. Miroculus – um dispositivo que, em 1 hora, faz o diagnóstico se você já tem, ou está desenvolvendo um câncer. Você pode fazer isto na sua casa, pingando um milímetro de sangue numa plaquinha para saber em qual órgão do seu corpo pode estar desenvolvendo câncer(https://embed.ted.com/talks/lang/ptbr/jorge_soto_the_future_of_early_cancer_detection);

  2. Carne sem proteína animal – Quando foi inventada, custava U$ 325 mil. Quatro anos depois custa U$ 10. Especialistas não conseguiram diferenciar a carne animal da carne produzida em laboratório. Está disponível em mais de 200 restaurantes nos Estados Unidos;

  3. PIC2 Recipe – um aplicativo que você fotografa um alimento e ele lhe informa tudo o que tem dentro daquele alimento e inclusive lhe dá receita e detalhes de como foi feito (https://www.finedininglovers.com/blog/news-trends/pic-2-recipe/) ;

  4. Face2Face – Permite editar, em tempo real, o rosto e os gestos de quem está aparecendo na TV, ou seja, você pode fazer o William Bonner apresentar uma notícia trágica rindo e fazendo caretas. Logo, vídeo não é mais prova de nada, pois pode ter sido editado. Sabe aquele político que apareceu no vídeo com a mala de dinheiro? Seu advogado poderá dizer que o vídeo foi editado! Veja um exemplo em https://www.youtube.com/watch?v=ohmajJTcpNk;

  5. Teslasuit – Você veste uma roupa e um óculos e vai sentir o abraço do amigo que está lá no outro lado mundo, vai poder tocar na mão da sua mãe ou beijar a pessoa amada. Tudo isto usando o que se chama de “Realidade Virtual” (https://teslasuit.io) ;

  6. BCI – Interface cérebro computador – permite que possamos comandar um computador com os nossos pensamentos. O segundo passo já foi testado em ratos, que é colocar um chip no cérebro para transmitir informações para outro ser distante. Um ratinho demorou semanas para aprender o caminho para achar a comida. Quando colocaram o chip no seu cérebro e o conectaram com outro rato distante, ele ensinou o caminho para o “amigo”, que acertou o caminho na primeira tentativa. Acredita-se que em 10 anos nós estaremos repassando conhecimento para outras pessoas por meio de chips instalados nas nossas cabeças.

  7. Você sabe o que é Blockchain? Já investiu em Bitcoin? Então se apresse, pois quem investiu em Bitcoin ganhou muito dinheiro em 2017. Talvez agora não seja mais o melhor momento para investir em Bitcoin, mas existem outras moedas virtuais como a Ethereun. Grandes lojas já estão aceitando pagamento em moedas virtuais. Estas moedas não existem fisicamente, ninguém sabe quem é o dono do dinheiro, não existe controle, mas funciona e é seguro! Se você acha isto bobagem, saiba que em breve você vai estar usando estas moedas.

  8. Sobre o futuro da educação, a previsão é que as 5 maiores empresas do mundo em 2030 serão escolas online. As pessoas serão autodidatas e as empresas poderão se tornar escolas. Por exemplo, o Starbucks poderá ser uma escola de como fazer café. A Nike poderá ser uma escola de futebol. Como as crianças vão se socializar? Talvez com um robô!

Vendo tudo isto, qual é a sua reação? Estudos mostram que tudo que as tecnologias que já existiam quando uma pessoa nasceu, não a surpreende. Tudo o que for inventado quando ela tiver entre 15 e 30 anos, vai lhe despertar muito interesse e provavelmente ela vai querer trabalhar com esta tecnologia. E tudo que for inventado quando a pessoa tiver 35 anos ou mais, ela vai achar perigoso, que precisa ser regulado ou que pode fazer mal para as crianças! Portanto, se algo lhe pareceu perigoso, talvez seja porque você já tem, ou tem mentalidade de mais de 35 anos.

Na verdade, tem muita gente preocupada com os impactos das novas tecnologias. Há quem diga que a vida virtual será tão mais interessante, que no futuro não vamos querer viver a vida real. Outros questionam se, o que estamos vivendo hoje, é verdade ou já fazemos parte de uma simulação computacional. O que você acha, estamos no presente vislumbrando a realidade do futuro, ou estamos numa simulação do futuro? Ficção? Loucura? Assista este vídeo e tire suas conclusões: https://youtu.be/Y5nVveHi7Cc .

Se eu sou um avatar, acho que fui bem programado, pois gosto muito dos meus amigos, amo muitas pessoas, acredito em Deus e na capacidade do ser humano (ou de nós avatares) de melhorar o mundo. Pô, o cara que nos programou era fera mesmo! 

(*) Luis Felipe Nascimento é Professor na Escola de Administração da UFRGS

Contato: nascimentolf@gmail.com